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Fibromialgia aposenta no INSS?

Aposentadoria por Fibromialgia no INSS

Este artigo analisa o direito à aposentadoria por fibromialgia no INSS. Apresentamos os critérios, provas e caminhos jurídicos disponíveis.

1. A Fibromialgia garante aposentadoria pelo INSS?

Sim. A fibromialgia pode garantir aposentadoria ou benefício por incapacidade pelo INSS. Contudo, a condição precisa estar bem documentada.

Além disso, a aposentadoria por fibromialgia exige comprovação de incapacidade permanente. Portanto, laudos detalhados são indispensáveis para o INSS.

Assim, quem sofre de fibromialgia severa tem direito reconhecido à aposentadoria. O INSS avalia cada caso individualmente, com base na incapacidade funcional.

2. O que é a Fibromialgia?

Antes de tudo, importa compreender o que caracteriza essa doença. A fibromialgia é uma síndrome reumática crônica de dor difusa.

A fibromialgia afeta músculos, tendões e tecidos moles do corpo. Consequentemente, provoca dor generalizada, fadiga intensa e distúrbios do sono.

A fibromialgia atinge aproximadamente 2% da população mundial. Para muitos, a fibromialgia representa uma incapacidade real para o trabalho e a vida cotidiana.

Ademais, a fibromialgia não apresenta marcador laboratorial específico. Por isso, o diagnóstico baseia-se em critérios clínicos reconhecidos internacionalmente pelo INSS.

2.1 Causas e fatores de risco da Fibromialgia

As causas exatas da fibromialgia ainda não são totalmente conhecidas. Entretanto, fatores genéticos, psicológicos e ambientais contribuem para o surgimento da fibromialgia.

Traumas físicos, estresse prolongado e infecções podem desencadear a fibromialgia. Desse modo, a fibromialgia frequentemente se associa a outras condições como ansiedade e depressão.

3. Quais os principais sintomas da Fibromialgia?

Os sintomas da fibromialgia incluem dor difusa por todo o corpo, fadiga persistente e sono não reparador. Além disso, cefaleia, rigidez matinal e dificuldade de concentração são comuns.

A fibromialgia provoca sensibilidade aumentada ao toque em pontos específicos chamados tender points. Esses sintomas variam em intensidade e comprometem severamente a incapacidade funcional.

Portanto, a fibromialgia interfere diretamente na incapacidade de trabalhar. O INSS leva em conta essa limitação ao analisar pedidos de aposentadoria.

3.1 Como a Fibromialgia compromete a capacidade de trabalho

A fibromialgia compromete gravemente a incapacidade laborativa. Trabalhadores com fibromialgia enfrentam dificuldades em manter ritmo produtivo constante.

Especialmente em funções que exigem esforço físico ou permanência prolongada, a fibromialgia causa incapacidade funcional relevante. O INSS reconhece esse impacto.

Consequentemente, quando a fibromialgia impede o exercício profissional habitual, o segurado tem direito à aposentadoria. O INSS analisa a incapacidade de forma técnica.

4. Por que a Fibromialgia é considerada incapacitante?

A fibromialgia produz dor crônica intensa, fadiga e incapacidade cognitiva. Juntos, esses fatores tornam inviável o exercício de muitas atividades profissionais.

Para trabalhos físicos ou intelectualmente exigentes, a fibromialgia gera incapacidade grave. Assim, o INSS reconhece a fibromialgia como causa válida de aposentadoria.

Outrossim, a fibromialgia não tem cura definitiva. Portanto, quando os tratamentos não controlam a incapacidade, a aposentadoria pelo INSS torna-se necessária.

Leia também sobre aposentadoria por invalidez no INSS.

5. O INSS reconhece a Fibromialgia para fins de aposentadoria?

Sim. O INSS reconhece a fibromialgia como doença que pode gerar aposentadoria por incapacidade permanente ou benefício temporário.

Contudo, não basta apresentar o CID da fibromialgia (CID M79.7). O INSS exige prova concreta de incapacidade para o trabalho habitual.

Além disso, para obter aposentadoria, o segurado deve demonstrar ao INSS que a fibromialgia tornou a incapacidade total e permanente.

Quanto mais robusta for a documentação, maiores as chances de aposentadoria. O INSS valoriza laudos detalhados que descrevam o grau de incapacidade gerado pela fibromialgia.

5.1 Diferença entre aposentadoria por invalidez e auxílio-doença por Fibromialgia

O INSS oferece dois benefícios para quem tem fibromialgia. A aposentadoria por incapacidade permanente e o benefício por incapacidade temporária.

A aposentadoria pelo INSS destina-se a casos em que a fibromialgia gerou incapacidade total e definitiva. Já o auxílio-doença é para incapacidade temporária.

Desse modo, o INSS distingue as situações conforme a prognose. A fibromialgia irreversível leva à aposentadoria. A fibromialgia tratável pode gerar afastamento temporário.

6. Quais documentos são necessários para pedir aposentadoria por Fibromialgia?

Para solicitar aposentadoria por fibromialgia ao INSS, o segurado deve reunir:

Laudo médico atualizado: O laudo deve conter o CID M79.7, histórico clínico, tratamentos realizados e conclusão sobre a incapacidade causada pela fibromialgia.

Exames complementares: Ressonâncias, eletroneuromiografias e outros exames auxiliam na comprovação da incapacidade funcional perante o INSS.

Histórico de tratamentos: Receitas, relatórios de fisioterapia, reumatologia e psiquiatria reforçam o quadro de fibromialgia e a incapacidade apresentada ao INSS.

Documentação pessoal e trabalhista: CTPS, contracheques e documentos que comprovem vínculos empregatícios anteriores ao pedido de aposentadoria.

Requerimento pelo Meu INSS: O pedido de aposentadoria por fibromialgia pode ser feito online. O INSS disponibiliza agendamento de perícia pelo portal.

7. Como funciona a perícia do INSS para Fibromialgia?

A perícia médica do INSS é etapa fundamental para a concessão de aposentadoria. O médico perito avalia a incapacidade causada pela fibromialgia.

Por isso, o segurado deve comparecer à perícia com todos os laudos e exames relacionados à fibromialgia. Ademais, deve explicar como a incapacidade afeta sua rotina.

Durante a perícia, o perito do INSS verifica pontos dolorosos característicos da fibromialgia. Também avalia mobilidade, fadiga e outros indicadores de incapacidade.

Se o médico do INSS reconhecer incapacidade permanente por fibromialgia, o benefício de aposentadoria será concedido administrativamente.

7.1 Como se preparar para a perícia do INSS com Fibromialgia

Antes da perícia do INSS, o segurado deve organizar toda a documentação sobre fibromialgia. Laudos recentes fortalecem a comprovação de incapacidade.

Durante a perícia, relate ao perito do INSS todos os sintomas da fibromialgia com detalhes. Descreva como a incapacidade impacta tarefas cotidianas e laborais.

Portanto, não minimize os sintomas da fibromialgia perante o INSS. A transparência sobre a incapacidade real aumenta as chances de aposentadoria.

8. E se o INSS negar a aposentadoria por Fibromialgia?

Caso o INSS negue a aposentadoria por fibromialgia, o segurado não deve desistir. Existem caminhos administrativos e judiciais para reverter a incapacidade não reconhecida.

Primeiramente, o recurso administrativo pode ser feito no site do INSS. O segurado apresenta nova documentação sobre a fibromialgia e a incapacidade decorrente.

Alternativamente, a ação judicial permite revisão da negativa do INSS. O juiz pode determinar nova perícia para avaliar a incapacidade por fibromialgia.

Na Justiça, a análise sobre a fibromialgia costuma ser mais aprofundada. Além disso, o segurado apresenta provas adicionais da incapacidade ao INSS.

8.1 Recurso administrativo no INSS por negativa de aposentadoria

O recurso administrativo no INSS é gratuito e pode ser feito online. O segurado impugna a negativa de aposentadoria por fibromialgia diretamente no portal.

Todavia, para ter êxito, é essencial apresentar documentação nova e mais robusta sobre a fibromialgia. A incapacidade precisa ser evidenciada de forma clara ao INSS.

9. É preciso sair do emprego para pedir aposentadoria por Fibromialgia?

Não necessariamente. O benefício por incapacidade temporária não exige demissão. O trabalhador afasta-se enquanto a fibromialgia impede suas atividades.

Contudo, para a aposentadoria por incapacidade permanente, o INSS exige que a fibromialgia seja definitivamente incapacitante. O vínculo empregatício pode estar ativo.

Portanto, o segurado mantém seu emprego durante o pedido de aposentadoria por fibromialgia. O INSS analisa a incapacidade independentemente do status empregatício.

10. Qual o valor da aposentadoria por Fibromialgia no INSS?

O valor da aposentadoria por fibromialgia depende do histórico contributivo do segurado. O INSS calcula o benefício com base nas contribuições realizadas.

Para a aposentadoria por incapacidade permanente, o INSS garante 100% do salário de benefício. Esse valor considera a média das contribuições do segurado.

Além disso, se a fibromialgia exigir assistência permanente de terceiros, o INSS pode acrescer 25% ao valor da aposentadoria. Essa incapacidade total eleva o benefício.

10.1 Carência exigida pelo INSS para aposentadoria por Fibromialgia

Para requerer aposentadoria por fibromialgia, o INSS exige carência mínima de 12 meses. Contudo, a fibromialgia enquadrada como acidente dispensa a carência.

Desse modo, segurados com fibromialgia diagnosticada como doença ocupacional podem solicitar aposentadoria ao INSS sem cumprir o período de carência exigido.

11. O advogado é necessário para pedir aposentadoria por Fibromialgia?

Embora não seja obrigatório, o advogado previdenciário faz grande diferença. Ele organiza os documentos de fibromialgia e orienta sobre a incapacidade perante o INSS.

Além disso, caso o INSS negue a aposentadoria por fibromialgia, o advogado ingressa com ação judicial. Em alguns casos, a aposentadoria pode ser garantida por decisão liminar.

Portanto, contar com apoio jurídico especializado aumenta significativamente as chances de obter aposentadoria. O INSS tende a reconhecer melhor a incapacidade quando bem documentada.

12. Fibromialgia e BPC-LOAS: existe diferença?

Sim. O BPC-LOAS é um benefício assistencial do INSS para pessoas sem contribuição. Destina-se a quem tem fibromialgia e incapacidade mas não possui histórico previdenciário.

Já a aposentadoria por fibromialgia exige contribuições ao INSS. Portanto, o caminho correto depende do perfil contributivo do segurado com fibromialgia.

Leia sobre o BPC-LOAS para outras condições.

12.1 Critérios do BPC-LOAS por Fibromialgia no INSS

Para obter o BPC-LOAS por fibromialgia, o INSS exige renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo. Além disso, a incapacidade deve ser total e permanente.

Desse modo, mesmo sem contribuições, a pessoa com fibromialgia pode obter renda do INSS. A incapacidade comprovada abre caminho para esse benefício assistencial.

13. Jurisprudência sobre aposentadoria por Fibromialgia no INSS

Os tribunais brasileiros reconhecem amplamente a fibromialgia como causa de aposentadoria. Diversas decisões judiciais condenam o INSS a conceder benefícios por incapacidade.

O STJ consolidou entendimento de que a fibromialgia, quando incapacitante, justifica aposentadoria. Por conseguinte, o INSS não pode negar benefício apenas por ausência de alteração laboratorial.

Assim, mesmo sem exames objetivos, a fibromialgia gera direito à aposentadoria. O INSS deve valorizar laudos clínicos que atestem a incapacidade funcional do segurado.

13.1 Decisões favoráveis à aposentadoria por Fibromialgia

Inúmeras sentenças reconhecem a incapacidade por fibromialgia e determinam a concessão de aposentadoria pelo INSS. O Judiciário avalia cada caso com critério.

Além disso, quando o INSS nega aposentadoria por fibromialgia injustamente, há possibilidade de cumular indenização por danos morais. A incapacidade não pode ser ignorada.

14. Como comprovar a Fibromialgia para o INSS?

Para comprovar a fibromialgia ao INSS, é essencial seguir acompanhamento médico regular. O histórico de consultas evidencia a cronicidade e a incapacidade causada pela fibromialgia.

Outrossim, laudos de reumatologistas e fisiatras têm maior peso perante o INSS. Esses especialistas conhecem os critérios diagnósticos da fibromialgia e suas implicações na incapacidade.

Portanto, mantenha registro de todas as consultas, exames e tratamentos relacionados à fibromialgia. Essa documentação é decisiva para a aposentadoria no INSS.

Adicionalmente, relatórios de psicólogos e psiquiatras fortalecem o pedido de aposentadoria. A fibromialgia frequentemente acompanha transtornos que agravam a incapacidade perante o INSS.

14.1 Papel do reumatologista na comprovação de Fibromialgia no INSS

O reumatologista é o especialista mais indicado para documentar a fibromialgia ao INSS. Seu laudo descreve tecnicamente a incapacidade funcional decorrente da fibromialgia.

Consequentemente, o laudo reumatológico detalhado aumenta consideravelmente as chances de aposentadoria. O INSS valoriza a opinião desse especialista sobre a fibromialgia e a incapacidade.

Advogado previdenciário mostra documentos do INSS a trabalhador e idosa em reunião

15. Como ingressar com ação judicial contra o INSS por Fibromialgia?

Para ingressar com ação judicial contra o INSS, o segurado contrata advogado previdenciário. O advogado protocola a ação comprovando a fibromialgia e a incapacidade.

O Juizado Especial Federal processa ações até 60 salários mínimos sem custas. Assim, a aposentadoria por fibromialgia pode ser buscada judicialmente sem custo inicial ao segurado do INSS.

Ademais, é possível pedir tutela de urgência para receber a aposentadoria enquanto o processo corre. O INSS pode ser obrigado a pagar a incapacidade provisoriamente.

Portanto, não desista da aposentadoria por fibromialgia após negativa do INSS. O Judiciário reconhece a incapacidade e garante os direitos previdenciários do segurado.

Consulte um advogado especialista em aposentadoria pelo INSS.

Conclusão

A fibromialgia é uma doença que, apesar de invisível, gera incapacidade real e documentável. O INSS reconhece a fibromialgia como causa de aposentadoria.

Por isso, o segurado com fibromialgia deve buscar documentação médica completa. Assim, o INSS reconhece a incapacidade e concede a aposentadoria de forma correta.

Em suma, a aposentadoria por fibromialgia no INSS é um direito. Com provas robustas de incapacidade e orientação jurídica adequada, o segurado conquista seu benefício.

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