Quando pensei em escrever este artigo para o Dias Ribeiro Advocacia, quis entregar algo direto, fácil e que realmente ajudasse quem enfrenta as dificuldades após um acidente. Se você teve uma redução na sua capacidade de trabalho e não sabe por onde começar, siga comigo que vou mostrar como solicitar o auxílio-acidente sem enrolação.
Índice
O que é o auxílio-acidente e quem pode pedir?
Antes de ir aos passos, é obrigatório entender o que é esse benefício. O auxílio-acidente é um valor recebido mensalmente pelo trabalhador segurado que, após acidente, ficou com sequelas que diminuíram sua capacidade para o trabalho, mesmo sem total incapacidade.
Sequelas permanentes podem garantir um direito que muitos não conhecem.
Trabalhadores urbanos, rurais e avulsos com carteira assinada que sustentam sequela podem pedir. Não importa o tipo de acidente: pode ser de trabalho ou fora dele, inclusive em casa ou no trânsito.
Por que o auxílio-acidente faz diferença?
Na prática, ele complementa sua renda. É calculado sobre metade do salário de benefício e, diferente do auxílio-doença, pode ser acumulado com retorno ao trabalho. Em minha experiência, já vi muitos trabalhadores subestimarem os impactos de sequelas pequenas, como perda parcial de movimento, audição, visão ou até cicatrizes que influenciam a função.
Passo 1: Reúna todos os documentos necessários
Eu sempre friso: o sucesso do pedido começa pela documentação. Por isso, separe:
- Laudos médicos detalhados, preferencialmente indicando a sequela permanente (CIDs, relatos e exames);
- Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT), se tiver relação com o trabalho;
- Carteira de trabalho e documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência);
- Comprovação de vínculo empregatício ao tempo do acidente ou doença.
Não espere a previdência pedir mais documentos depois; quanto mais completo de primeira, mais rápido o processo anda.
Passo 2: Agende o requerimento no INSS, sem sair de casa
Depois de separar os documentos, o próximo passo é fazer o pedido pelo site ou aplicativo Meu INSS. O procedimento é o mesmo para quem já conhece o sistema:
- Acesse o Meu INSS ou baixe o aplicativo.
- Entre ou faça cadastro com seu CPF.
- No menu, escolha “Agendamentos/Solicitações”.
- Busque por “auxílio-acidente”.
- Preencha o requerimento e anexe todos os documentos digitalizados.
Se não conseguir de primeira, o atendimento por telefone 135 pode tirar dúvidas e ajudar no agendamento presencial, se for necessário.
Passo 3: Prepare-se para a perícia médica
No auxílio-acidente, geralmente há perícia presencial para comprovar a sequela. Em minha trajetória, percebi que muitos beneficiários se complicam nesse ponto por desconhecimento. Então, um conselho: leve tudo que comprove a limitação funcional, prepare-se para explicar com clareza os sintomas e, principalmente, mostre de forma simples o quanto isso dificulta seu trabalho cotidiano.
A perícia médica vai comparar seu estado antes e depois do acidente. Por isso, laudos antigos, exames e relatórios complementares podem ser decisivos. Utilizo também, para orientar melhor, o conteúdo da categoria orientações legais, que sempre ajuda a explicar essas etapas em detalhes.
Passo 4: Acompanhe o andamento do processo
Depois da perícia, aguarde o resultado conferindo regularmente seu pedido pelo Meu INSS. A resposta pode aparecer em “consultar pedidos”.
Se surgirem exigências (pedidos de mais documentos ou esclarecimentos), envie as informações de forma rápida pelo próprio portal. Na minha experiência, responder rápido aumenta a chance de decisão mais ágil. Caso o benefício seja negado e você considere injusto, há recursos e possibilidades de ação judicial, que também explico em nossas orientações sobre previdência.
Passo 5: Saiba como receber e manter seu benefício
Com o auxílio-acidente concedido, o valor será pago mensalmente. Fique atento: ele é pago enquanto durar a sequela e você permanecer trabalhando ou, se for o caso, até se aposentar.
Você pode continuar trabalhando normalmente e receber o auxílio-acidente junto.
É bom lembrar que mudanças no estado de saúde, aposentadoria ou revisão do benefício podem alterar o pagamento. Caso precise atualizar informações, o procedimento é semelhante ao do pedido inicial.
Erros comuns ao pedir auxílio-acidente
Ao longo dos anos, vi algumas situações se repetirem e atrapalharem muita gente:
- Falta de laudos médicos detalhados;
- Não informar exatamente a redução da capacidade;
- Iniciar o pedido incompleto no Meu INSS;
- Perder prazos ao responder exigências do INSS;
- Deixar de procurar orientação jurídica em caso de negativa, como orientamos em nossas postagens sobre direitos.
Evitar esses deslizes pode economizar tempo e evitar muito desgaste.
Quando procurar suporte especializado?
Há situações em que buscar um especialista faz toda diferença. Se você teve pedido negado, está em dúvida sobre os documentos ou não entende a resposta do INSS, vale agendar uma conversa. Pessoalmente, já orientei pessoas que encontraram caminho para o benefício só após explicarem minuciosamente seu caso.
Além disso, acompanhar conteúdos confiáveis sobre assistência social pode esclarecer pontos importantes de um processo que, muitas vezes, parece confuso à primeira vista.
Onde encontrar exemplos práticos e relatos?
Confesso que adoro compartilhar exemplos como o que está em nosso post sobre experiências reais. Nada como entender na prática as dores e conquistas de quem já passou pelo mesmo caminho.
Conclusão
Pedido de auxílio-acidente não precisa ser fonte de dor de cabeça. Seguindo esses cinco passos, com atenção à documentação e foco na clareza do seu caso, o processo tende a andar bem. Minha recomendação é não deixar dúvidas para depois. Se ainda ficou alguma questão ou quer conhecer melhor o acompanhamento prestado pelo Dias Ribeiro Advocacia, entre em contato e descubra como podemos auxiliar você a garantir todos os direitos previdenciários.
Perguntas frequentes sobre auxílio-acidente
O que é auxílio-acidente?
Auxílio-acidente é um benefício pago ao trabalhador que sofreu acidente e ficou com sequela permanente que reduziu sua capacidade de trabalho. Ele funciona como uma indenização, paga mensalmente, mesmo que a pessoa volte a trabalhar, desde que mantenha a limitação.
Quem pode solicitar o auxílio-acidente?
Todo segurado que tenha sofrido um acidente (no trabalho ou fora dele), mantinha vínculo com o INSS na data do acidente, e ficou com sequela definitiva que diminua a capacidade de exercer sua atividade habitual pode pedir. Não é obrigatório que a incapacidade seja total, basta a redução.
Como pedir auxílio-acidente passo a passo?
O processo envolve 5 passos: reunir a documentação médica e pessoal, fazer o pedido pelo Meu INSS, comparecer à perícia médica, acompanhar o andamento do pedido e, após a concessão, manter as informações atualizadas e respeitar os requisitos previstos. Tudo isso pode ser feito digitalmente, salvo a perícia que costuma ser presencial.
Quais documentos são necessários para pedir?
É importante apresentar laudos e exames médicos detalhados, identificação pessoal (RG/CPF), comprovante de residência, carteira de trabalho, Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT) se houver, e comprovação do vínculo no momento do acidente ou início da doença.
Quanto tempo demora para receber o benefício?
O prazo varia, mas normalmente entre 30 a 60 dias após o pedido e a perícia, se todos os documentos estiverem corretos e não houver exigências adicionais do INSS. Em situações de recurso, pode levar mais tempo até decisão final.